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terça-feira, 11 de junho de 2013

2,6 mil ingressam na UFMT pelo sistema de cotas

2,6 mil ingressam na UFMT pelo sistema de cotas

10 junho 2013 10:41

Nos últimos dois anos, 2.600 estudantes de escolas ingressaram na Universidade Federal de Mato Grosso(UFMT) pelo sistema de cota, ou seja, reserva de 50% das vagas.

Na tentativa de fazer com que esses universitários prossigam nos estudos até a conclusão dos cursos, o governo Federal, por meios das faculdades, oferecem bolsas permanência e outros mecanismos de apoio.

Em Mato Grosso, conforme dados Pró-reitoria de Assistência Estudantil da UFMT, são 1.500 bolsas permanência no valor de R$ 400,00, 1.500 auxílios permanência (R$100,00) e 110 auxílios moradia de R$ 400.

Além disso, explica a pró-reitora, professora Myrian Serra, são disponibilizadas 125 vagas de moradia estudantil nos campus de Cuiabá Rondonópolis, 100 e 25, respectivamente.

Além dos programas de permanência socioeconômica, a UFMT disponibiliza programas de apoio acadêmico, como tutoria, apoio inclusão e monitoria.

Cerca de 1.500 bolsistas, estudantes de graduação atuam no apoio acadêmico aos demais estudantes da universidade.

Tanto bolsas, auxílios e moradia são para estudantes carentes cotistas e que já frequentavam a faculdade antes da regulamentação federal das cotas, o que ocorreu ano passado.

O Enem é a única forma de ingresso na Universidade Federal de Mato Grosso, a mais concorrida do Estado. (AA)


terça-feira, 27 de março de 2012

No Senado, movimento negro cobra cotas para bolsas no exterior

No Senado, movimento negro cobra cotas para bolsas no exterior

26 de março de 2012

Frei Davi (esq.), diretor da Educafro, disse que a exclusão sofrida pelos negros deve ser considerada
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Divulgação

Após reunião com o presidente em exercício, deputado Marco Maia, representantes da organização não governamental Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro) foram até o Senado Federal nesta segunda-feira para defender a adoção de cotas em favor de afrodescendentes e de populações carentes no programa Ciência sem Fronteiras - que concede bolsas de estudo de mestrado, doutorado e pós-doutorado em universidades no exterior.

O assunto foi tema de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Desde janeiro deste ano, 1,5 mil estudantes foram contemplados com bolsas de estudo em universidades dos Estados Unidos e do Canadá pelo programa Ciência sem Fronteiras. Até o final do ano, a expectativa é que esse número chegue a 20 mil. O intuito do programa é conceder 100 mil bolsas até 2015.

O Educafro considera que a maior parte da população brasileira (mais de 51% que se declara afrodescendente) fica em situação de desigualdade em iniciativas como essas no País. O programa é desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com a participação do Ministério da Educação.

A entidade cobra medidas especiais do governo para eliminar "desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a compensação de perdas provocadas pela discriminação e marginalização decorrentes de razões raciais, étnicas, religiosas e de gênero". A ONG pretende colher 100 mil assinaturas para fortalecer a luta pela inclusão de negros no programa.

Para o diretor de Engenharia do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), Guilherme Sales, há intenção dos setores envolvidos com o programa de bolsas "de trabalhar juntos" com as representações dessa população a fim de minimizar as diferenças que dificultam sua participação no programa. Ele disse que já estão alocados os recursos para custeio de 75% das bolsas, sendo que os 25% restantes virão da iniciativa privada.

Para o diretor do Educafro, frei David Santos "o governo e o Congresso estão desenhando um Brasil novo para reduzir as disparidades sociais, mas existe ainda uma reação dura de parte dos membros do Executivo que dificulta a ascensão dos negros, contra a própria prioridade que a presidenta da República já declarou para o programa".

Ele constata que o Brasil tem menos negros nos campi universitários do que a África do Sul, na época do apartheid. Da forma como está, segundo ele, "os países que vão receber os estudantes brasileiros vão ter uma imagem irreal do Brasil. Não queremos políticas novas com hábitos velhos, pois há o predomínio dos eurodescendentes, num processo de meritocracia injusta que alija os mais pobres", declarou.

O reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente, disse que pelo menos 2 mil jovens negros entre os que estudam na instituição têm interesse em participar do programa Ciência sem Fronteiras.


Extraído de Notícias Terra

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Unemat disponibiliza bolsas de iniciação científica para acadêmicos cotistas


Unemat disponibiliza bolsas de iniciação científica para acadêmicos cotistas

29/07/2011
Matéria reproduzida em: Jornal documento

A Universidade do Estado de Mato Grosso divulgou nesta semana edital de bolsas de iniciação científica direcionadas para acadêmicos cotistas.

As bolsas são do Programa de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq) vinculadas a Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação. O valor da bolsa é de R$ 360,00, com carga horária de 20 horas semanais.

Essa é a primeira vez que a instituição disponibiliza bolsas destinadas a atender as ações afirmativas, que já ocorrem dentro da Unemat, que garantem o acesso ao ensino superior por meio da reserva de 25% de todas as vagas para estudantes que se autodeclaram negros ou pardos.

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Áurea Ignácio, explica que neste primeiro ano serão disponibilizadas cinco bolsas PIBIC-AF, mas a perspectiva é que este número aumente gradativamente nos próximos anos, atendendo um maior número de acadêmicos cotistas, somando forças com as ações afirmativas desenvolvidas pela Unemat.

Os docentes deverão encaminhar as solicitações de bolsa até o dia 12/8, atendendo os quesitos estabelecidos do Edital PIBIC/CNPq ACOES AFIRMATIVAS - AF Nº 004/2011.

Mais informações podem ser obtidas no link UNEMAT.


Extraído de SEPPIR

domingo, 27 de fevereiro de 2011

IES - matrículas aumenta em 2,4 milhões no país

Número de matrículas aumenta 2,4 mi no país

Da Reportagem

Dados do Censo da Educação Superior de 2009, do Ministério da Educação (MEC), mostram que o número de matrículas nas instituições de ensino superior (IES) aumentou de 3,5 milhões para 5,9 milhões em sete anos. Em 2009, o Brasil tinha 2.314 instituições de ensino superior, sendo 89,4% privadas e 10,6% públicas.


De acordo com o censo, três em cada dez alunos do ensino superior privado têm algum tipo de bolsa ou benefício que os isenta do pagamento da mensalidade.

Entre o total de 1,2 milhão de bolsistas, 82% recebem benefícios reembolsáveis – que deverão ser pagos depois que o estudante concluir a graduação – e 17%, não reembolsáveis, como as bolsas oferecidas pelo ProUni.

Nas universidades públicas, 10% dos ingressos de novos alunos registrados em 2009 ocorreram por meio de sistemas de reserva de vagas. Os dados apontam que 69% usam como critério de seleção o fato de o candidato ter ou não estudado em escola pública. Já um quarto das reservas de vagas é preenchido a partir de critérios etnorraciais. (JD)

Extraído de Diário de Cuiabá

Para mais: AQUI


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Frei David: sobre ProUni e o “Novo Fies”

Entrevista do Frei David ao Jornal Estadão

Sobre ProUni e o “Novo Fies”


- Qual a sua opinião sobre a importância do financiamento estudantil para o ensino superior?

O atual FIES deu alguns saltos de qualidade na compreensão da situação dos pobres mais pobres. O ensino superior vai ter uma grande arrancada assim que os pobres descobrirem as novidades! Vou resumir algumas novidades que, em minha opinião, beneficiam os pobres:

1 – Os que optarem por cursos de licenciatura ou de Medicina com ênfase em “medicina familiar” terá seu FIES integralmente pago pelo Governo Federal.

2 – Para isto eles deverão assinar um contrato se comprometendo a investir todo o seu saber trabalhando para o governo. Eles, sem prejuízo de seus futuros salários, descontarão 1% por mês trabalhado para o Governo. Após 50 meses, por exemplo, terão a metade de seu FIES já perdoado. Ao atingir os 100 meses, terão 100% de seu FIES perdoado (quitado) e de sobra continuarão trabalhando no Governo, se assim for da vontade de cada pessoa. Não é fantástico? É muito melhor do que o ProUni! O povão, a juventude pobre ainda não descobriu isto! Ao descobrir será uma excelente revolução a favor do ingresso dos mais pobres e dos negros na universidade!

3 – Desde 2005 a Educafro luta na justiça contra o MEC para abolir a obrigatoriedade de se apresentar fiador. Depois de 5 anos o MEC “caiu na real” e permite hoje o fiador solidário. O que é isto? Vou citar um exemplo extremo: 4 pessoas desempregadas, que estudam numa mesma faculdade, podem ser fiadora uma das outras!

4 – O MEC criou o “Fundo Garantidor”. O que é isto? Uma Instituição Superior Particular de Ensino deposita um valor pré determinado pelo MEC e, todos os alunos/as que optarem pelo “NOVO FIES” por aquela Instituição não precisarão de nenhum tipo de fiador. A própria instituição será a fiadora! Solução muito criativa!

Tenho chamado o “NOVO FIES” de “ProUni dos mais pobres”. Por que? O ProUni, por atender só 10% do público que o procura, acaba selecionando os alunos/as das melhores escolas públicas. Estas escolas não estão nas favelas, onde se encontra a população negra e demais empobrecidos. Assim o NOVO FIES, cuja concorrência é quase zero, pode atender verdadeiramente aos mais pobres.


- Que tipo de problemas ocorrem hoje com relação aos programas de financiamento (FIES e ProUni)?
O grande problema está na péssima estrutura do MEC de fiscalização. É um atentado ao dinheiro público! Exemplo: a Instituição coloca que o curso de Administração, custa R$ 800,00 por mês. Só que ela cobra dos seus pagantes só R$ 450,00 inventando que é a diferença é um desconto!. Na hora de cobrar do MEC, no ProUni e no FIES ela cobra encima do preço super faturado de R$ 800,00. Por que isto acontece? Por que o MEC não levou ainda a sério o trabalho de fiscalização. O Ex Ministro Tarso Genro havia aceitado as propostas da Educafro de se radicalizar na fiscalização e no controle social. Falta isto: dar estrutura para funcionar uma boa fiscalização e dar estrutura para funcionar com eficiência o controle social. As pessoas que estão na comissão de controle social têm boa vontade, mas o MEC não lhes proporciona uma estrutura adequada para os trabalhos.


- O que poderia ser aperfeiçoado nesses programas?

A fiscalização e o controle social precisam ser urgentemente aperfeiçoados. Talvez 99% dos alunos do ProUni não saibam o que é CONAP. (Comissão Nacional de Acompanhamento e Fiscalização Popular do ProUni) e nem COLAP (Comissão Local de Acompanhamento e fiscalização do ProUni). Pergunta se ao MEC -- porque este gesto simples e de custo ZERO (enviar para os alunos do ProUni esta informação por email) nunca foi realizado? E nem as instituições levam a sério o CONAP e o COLAP. Por quê? O MEC poderia responder? Em nossa opinião o problema está mais no MEC do que nas instituições e nos alunos. Volto a dizer: numa democracia plena, a fiscalização e a punição precisam ser eficientes. Enquanto o MEC apenas finge que fiscaliza, a prática de corrupção das instituições desonestas não mudará. Todos nos lembramos de uma Faculdade de Medicina do Paraná que colocava nas vagas do ProUni seus parentes com comprovação mentirosa de renda. Esta manobra poderia ser evitada? Sim, se as instituições acreditassem que a fiscalização é verdadeira e eficiente.

Dois aperfeiçoamentos são cobrados ao MEC:

1 - Que o Governo Federal crie uma bolsa de auxilio de um salário mínimo (dentro da verba do PAC) para todos os alunos que entraram no ProUni, cuja renda familiar, per capta, seja de até um salário mínimo. Isto vai dar um impulso fantástico à economia, com mais eficiência até do que provocou a bolsa família na economia do país.

2 - Que o MEC abra no FIES um programa possibilitando que qualquer estudante possa solicitar o financiamento estudantil individualmente (e não só direto para o caixa das faculdades) para permitir a este aluno financiar o transporte, compra de livros, etc., e não só o pagamento das mensalidades, cujo dinheiro vai direto para os cofres das faculdades.


- Qual a sua opinião sobre o preconceito que existe em algumas faculdades, principalmente as mais elitizadas e tradicionais, com relação a bolsistas do ProUni?
Um país que viveu 4/5 (quatro quintos) de sua existência tratando o povo negro como escravo, ao deixar o status jurídico da escravidão para trás sem implantar políticas de reparação, não pode querer resultados diferentes. A nação não fez quase nada para reparar os 388 de escravidão. Não deu terras, não deu escolas dignas e nem emprego a esta vasta população negra. Os brancos de hoje, inconscientemente reproduzem o racismo de seus antepassados. A Lei 10.639 de 2003, primeira Lei assinada pelo presidente LULA, não se mostrou EFICAZ, ainda, porque o MEC não cobrou das Instituições a responsabilidade necessária. Se não se planta, não tem como se colher!


- Os programas de financiamento estudantil do governo tiveram uma expansão muito grande nos últimos anos. Quais foram as conseqüências positivas e negativas disso?
A expansão não foi do tamanho que o Governo esperava. Muito menos do que nós, do movimento social de inclusão na Educação, esperávamos. Acreditamos que, agora com o “NOVO FIES” haverá uma surpreendente expansão. Nem as Instituições Particulares Superiores ainda perceberam a importância do “NOVO FIES”.

A expansão negativa é a desarticulação política dos alunos beneficiados pelo ProUni. Eles reproduzem uma postura desligada da realidade e não percebem que os poucos avanços foram frutos das lutas sociais. Muitos acham que foi só bondade do Governo Federal. Isto é um grande equivoco! É uma conquista do povo organizado e preocupado com a evolução deste país.

O ProUni está colocando muitos pobres formados nas portas das empresas. É gritante a discriminação que os formados prounistas negros estão sofrendo na hora de se disputar uma colocação no mercado de trabalho.


Recebido de Frei David Santos OFM, a quem agradecemos.
Em qua 23/02/2011 11:32

Visite o site: www.educafro.org.br

Para mais: AQUI


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Censo universitário: bolsas, cotas e outros pontos

30% dos universitários têm algum tipo de bolsa

Qui, 13 de Janeiro de 2011 15:32

1,2 milhão de estudantes de universidades particulares dispõe de benefício


Três em dez alunos do Ensino Superior privado têm algum tipo de bolsa ou benefício que os isenta do pagamento da mensalidade, segundo o Censo da Educação Superior.

Ao todo, 1,2 milhão de estudantes recebem algum tipo de bolsa. Desses, 82% recebem benefícios reembolsáveis, que deverão ser pagos depois que o estudante concluir a graduação. Outros 17% são alunos com bolsas não reembolsáveis, como as oferecidas pelo ProUni (Programa Universidade para Todos).

Dos estudantes das universidades públicas, 10% ingressaram por meio de sistema de reserva de vagas em 2009. De acordo com a pesquisa, 69% dos alunos utilizam como critério de seleção o fato de terem estudado em escola pública. Já 25% das reservas de vagas são preenchida s a partir de critérios etnorraciais.


As matrículas das universidades públicas caíram 2% de 2008 para 2009, passando de 1.552.953 para 1.523.864. Considerando as instituições públicas e particulares, o número de estudantes matriculados registrou aumento de 2,5% no período. Ao todo, no ano retrasado, o país tinha 5,9 milhões de estudantes no Ensino sSperior.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, a queda deve-se à mudança de metodologia do censo. “É preciso verificar universidade por universidade”, disse, de acordo com a Agência Brasil. “Detectamos várias universidades que informavam no censo alunos que tinham trancado matrícula ou já tinham deixado a instituição”, explicou.

As quedas mais fortes no número de matrículas das instituições públicas se deu nas universidades estaduais e municipais. O fechamento da Fundação Universidade do Tocantins, que pertencia à rede estadual e possuía 75 mil alunos, também impactou na conta, segundo o ministro.

Considerando as federais, houve aumento de 20% no total de matriculados, entre 2008 e 2009. Já nas instituições particulares, o aumento foi de 4%.

O Censo ainda mostra que o Brasil tinha 2.314 instituições de Ensino Superior, sendo que 89,4% são privadas e 10,6% públicas. Do total das instituições, 63,8% é de pequeno porte, com até mil alunos matriculados.

Extraído de Jornale - Curitiba