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sábado, 20 de julho de 2013

Universidade Estadual do Ceará propõe perguntas racistas em censo


Estudantes acusam Universidade Estadual do Ceará de racismo

Por Agência Estado | 17/07/2013 18:48

Instituição aplicou pesquisa com a pergunta sobre cotas: "Você concorda que a qualidade dos cursos será prejudicada com a entrada de alunos negros?"

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) é acusada de racismo pelos estudantes, ao aplicar o Censo Discente 2013. A pesquisa da Procuradoria Educacional Institucional pretendia levantar o perfil socioeconômico e cultural dos 18 mil estudantes da Uece, mas provocou a reação dos alunos em relação às perguntas sobre as cotas raciais.

Os estudantes consideraram as perguntas racistas. Uma das perguntas é: "Você concorda que a qualidade dos cursos será prejudicada com a entrada de alunos negros?"

Em resposta, a Uece diz que "as questões 26 a 33, referentes às opiniões quanto ao sistema de cotas raciais e sociais na universidade, têm o propósito de captar a compreensão dos aluno/as da Uece quanto aos argumentos que norteiam sua opinião eventualmente favorável ou desfavorável ao sistema de cotas nas universidades", descartando assim o tom racista denunciado pelos alunos através de manifestações nas mídias sociais.

A universidade destaca que "a metodologia adotada na construção desse instrumento levou em consideração a importância de expressar diferentes opiniões, mesmo que polêmicas, sobre temas que ainda não têm unanimidade na realidade brasileira, como o sistema de cotas no ensino superior, possibilitando que os aluno/as expressem os diferentes posicionamentos e argumentos. Questões dessa natureza estão presentes nos instrumentos de pesquisa de muitas universidades. Perguntas como essas, por exemplo, fazem parte da pesquisa de atenção aos alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL)".

Pesquisa: Ibope mostra que 62% apoiam cotas em faculdades

Assinada pelos pró-reitor de Políticas Estudantis, Antônio de Pádua Santiago de Freitas, pela coordenadora da Célula de Ação Afirmativa, Maria Zelma de Araújo Madeira, e pela pesquisadora educacional, Fátima Maria Leitão Araújo, a nota diz que "para que seja garantida uma universidade socialmente referenciada e inclusiva, o mapa das resistências e das aceitações, quanto ao sistema de cotas, sobretudo as étnicas, precisa ser feito". (sic)

"As questões, sob a forma de inventário, para resposta sim ou não, devem ser instigantes, para que as posições sejam percebidas com clareza, sem que, a priori, haja julgamento de valor. As várias posições precisam aparecer no questionário, pois assim modularemos as formas de implantação, sem perda do objetivo de construirmos uma Uece democrática e justa. A Uece acredita que todas as ideias necessitam da luz do debate", diz o comunicado. (sic)

Os estudantes da Uece se manifestaram no Facebook. Tiago Régis escreveu: "Racismo é crime!!! Isso foi racismo". Outro estudante postou: "Isso é um absurdo! A universidade deve pertencer ao povo". Um terceiro aluno da Uece comentou: "Sinceramente, é cada coisa que a gente vê e lê em pleno século 21. Mente conservadora, colonial, elitista e segregacionista". As mensagens tiveram até o meio-dia desta quarta-feira mais de 200 compartilhamentos.

A assessoria da Uece divulgou que "não ficou bem entendida a pergunta para os alunos". "Ninguém teve intenção de afetar ninguém com os questionamentos. Inclusive, uma das pessoas que elaborou a pergunta é professora doutora e negra" (sic!!!), afirmou. A professora em questão é Zelma Madeira, coordenadora de Célula de Ação Afirmativa da Uece. "Sou do movimento negro, sou negra e favorável às cotas. Estamos tranquilos com o teor da pesquisa", disse ela. "Queríamos saber os argumentos dos alunos, se são favoráveis ou não às cotas. A intenção foi a de captar as opiniões deles e entender o que os 18 mil alunos compreendem sobre o sistema", afirmou.


Fonte: ÚltimoSegundo



OBS.: os "sic" são nossos, de Memorial Lélia Gonzalez.  É trágico que usem as "ideias" de "opinião", "argumento" e "posicionamento" como se fossem sinônimos!!!  Trágico também
o clichê acadêmico de "metodologia adotada na construção desse instrumento" como se "metodologias" e "instrumentos" fossem neutros... Afff!!!  TUDO isso num lugar que chamam de universidade... Aff!!!

 

sábado, 16 de março de 2013

Índios de reserva de vagas se formam na UFSCar

Dois índios do programa de reserva de vagas se formam na UFSCar

Eles são os primeiros a se formar desde a criação do projeto em 2008.
Formandos falaram sobre a importância da conquista para os indígenas.

Do G1 São Carlos e Araraquara
13/03/2013 21h59

Dois indígenas se formaram, nesta quarta-feira (13), na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Eles são os primeiros índios graduados dentro do programa de reserva de vagas que teve início em 2008.

Edinaldo Xukuru do Orubá saiu de Pernambuco para cursar psicologia e, antes mesmo de se formar, foi convidado a participar do Conselho Estadual. “Tem um grupo que discute a aproximação da psicologia com as questões indígenas. A partir daí pensar numa aproximação responsável e que mais uma vez não cause danos às comunidades indígenas”, disse.

Segundo ele, a formatura é uma grande conquista dos povos indígenas. “Nós temos poucos indígenas formados no ensino superior e existe uma grande demanda de profissionais nas comunidades”, explicou.

Agenor Custódio Terena, que é do Mato Grosso do Sul, é o primeiro indígena do país a se formar no curso de Imagem e Som. Ele pretende agora contar a história da aldeia de onde veio com um documentário. “Tenho a história escrita, mas esse audiovisual ainda não tem. Isso pode ajudar a divulgar a cultura do meu povo. Eu também quero fazer pós-graduação, me aprimorar mais antes de voltar para lá”, disse.

Em cada um dos 58 cursos oferecidos na UFSCar, uma vaga é para indígenas.  Hoje, são 80 indígenas estudando nos três campi. “É a concretização de uma política que se estabeleceu na comunidade universitária, em benefício da presença da população brasileira e sua diversidade na universidade e na produção de conhecimento”, afirmou a coordenadora de ações afirmativas, Roseli Rodrigues de Mello.

A conquista dos indígenas é uma inspiração para os outros que ainda estão em busca do diploma. “A gente se inspira mais ainda, vendo eles se formando, vendo que eles foram capazes de se formar, a gente também é capaz de chegar lá também”, afirmou o estudante Marconde de Sousa.

Fonte G1

quarta-feira, 23 de março de 2011

Deputada Estadual Ana Lúcia - SE - destaca sistema de cotas

Deputada Ana Lúcia destaca sistema de cotas

22 de março de 2011 às 7:02

A deputada estadual Ana Lúcia (PT) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, na tarde desta segunda-feira (21), para enaltecer o sucesso da aplicação da política de cotas para o ensino superior nas Universidades Públicas. A parlamentar enfatizou a passagem do Dia de Luta contra Discriminação Racial. Ana Lúcia defendeu a necessidade de trazer a tona o debate sobre as cotas sociais e raciais. A petista também destacou a passagem do Dia Internacional da Síndrome de Down e a abertura da Semana da Água.

Ana Lúcia fez uma apresentação na tribuna sobre o resultado da pesquisa de desempenho dos estudantes que ingressaram na Universidade Federal de Sergipe através do sistema de cotas, além dos dados estatísticos do IBGE sobre as diferenças entre a escolaridade dos brancos e negros do Brasil e em Sergipe.

“Em 1999, 54% das pessoas se declaravam brancas, 40% pardas e 5,4% negras; em 2009, respectivamente, o quadro era 48,2%, 44,2% e 6,9%. A média de estudo de pessoas com 15 anos ou mais que se declaram brancas no País é de 8,4 anos; os que se declaram pardos tem média de 6,7 anos; já o que se declaram negros tem média de 6,7 anos”, comentou a deputada petista.

Em seguida, Ana Lúcia fez uma análise sobre a realidade do analfabetismo para estudantes entre 18 e 24 anos, segundo a cor ou raça e o nível de ensino freqüentado no Brasil. “No País, em 1999, nós tínhamos 17,8% de analfabetos no ensino fundamental que se declaram brancas; em 2009 eram 6,4%; das 41,2% que e declararam pardas hoje são apenas 18,5%; dos 42,7% dos analfabetos que se declaram negros, hoje são 18,2%. Outro dado importante são as pessoas de 25 anos ou mais com ensino superior concluído, segundo cor ou raça no Brasil. Das 9,8% pessoas que se declararam brancas em 1999, hoje são 15%; 2,3% que se declararam pardas, hoje são 5,3%; 2,3% das pessoas que se declararam negras são 4,7%”, completou.

Ana Lúcia lembrou que atualmente as vagas estão divididas em 50% para alunos cotistas e 50% para não cotistas. “Existia um processo de elitização do ensino superior na escola pública, mas depois das cotas a realidade é outra. A taxa de abandono de cursos dos alunos não cotistas é de 54%. Outro dado é que, cerca de 56% do total de reprovações por faltas na Universidade Federal de Sergipe são alunos não cotistas”.

“A média ponderada de todos os alunos que ingressaram na UFS em 2010 é de 5,8. Os alunos não cotistas tiveram média de 5,9. Já os alunos cotistas oriundos das escolas públicas, independente de origem racial, tiveram média de 5,5. Já os cotistas afro-descendentes oriundo das escolas públicas tiveram média de 5,7. No curso de Medicina, os não cotistas estão com uma média de 8,2% e os cotistas estão com uma média de 8,1. No curso de odontologia, os não cotistas têm média de 6,5 e os cotistas têm média de 7,2”, destacou a deputada, sendo aparteada pelos deputados João Daniel (PT) e Maria Mendonça (PSB).

Da agencia Alese - Assembleia Legislativa de Sergipe

Postado por Munir Darrage

Extraído de Senadinho Notícias

terça-feira, 15 de março de 2011

Sistema de cotas: mocinho ou vilão?

Sistema de cotas: mocinho ou vilão?
Data: 13/03/2011

[...]

Desde que foi implantado na Universidade Federal de Sergipe (UFS), no vestibular de 2009, alunos como Ísis - referida em [...] - puderam ter garantidas 50% das vagas ofertadas pela instituição.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação, o sistema de cotas, associado a medidas que garantem a melhoria do padrão educacional das escolas estaduais, vem elevando o índice de aprovação. Para se ter ideia,
  • em 2008, quando ainda não havia o Sistema de Cotas, foram aprovados 1.134 alunos da rede estadual.
  • O número teve um crescimento significativo em 2009, quando foram aprovados 2.242.
  • Em 2010, com a chegada das cotas, os números chegaram a 3.172 e,
  • em 2011, a 3.030.

Extraído de e Íntegra em Correio de Sergipe

A formatação do texto é nossa.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

IES - matrículas aumenta em 2,4 milhões no país

Número de matrículas aumenta 2,4 mi no país

Da Reportagem

Dados do Censo da Educação Superior de 2009, do Ministério da Educação (MEC), mostram que o número de matrículas nas instituições de ensino superior (IES) aumentou de 3,5 milhões para 5,9 milhões em sete anos. Em 2009, o Brasil tinha 2.314 instituições de ensino superior, sendo 89,4% privadas e 10,6% públicas.


De acordo com o censo, três em cada dez alunos do ensino superior privado têm algum tipo de bolsa ou benefício que os isenta do pagamento da mensalidade.

Entre o total de 1,2 milhão de bolsistas, 82% recebem benefícios reembolsáveis – que deverão ser pagos depois que o estudante concluir a graduação – e 17%, não reembolsáveis, como as bolsas oferecidas pelo ProUni.

Nas universidades públicas, 10% dos ingressos de novos alunos registrados em 2009 ocorreram por meio de sistemas de reserva de vagas. Os dados apontam que 69% usam como critério de seleção o fato de o candidato ter ou não estudado em escola pública. Já um quarto das reservas de vagas é preenchido a partir de critérios etnorraciais. (JD)

Extraído de Diário de Cuiabá

Para mais: AQUI


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Censo universitário: bolsas, cotas e outros pontos

30% dos universitários têm algum tipo de bolsa

Qui, 13 de Janeiro de 2011 15:32

1,2 milhão de estudantes de universidades particulares dispõe de benefício


Três em dez alunos do Ensino Superior privado têm algum tipo de bolsa ou benefício que os isenta do pagamento da mensalidade, segundo o Censo da Educação Superior.

Ao todo, 1,2 milhão de estudantes recebem algum tipo de bolsa. Desses, 82% recebem benefícios reembolsáveis, que deverão ser pagos depois que o estudante concluir a graduação. Outros 17% são alunos com bolsas não reembolsáveis, como as oferecidas pelo ProUni (Programa Universidade para Todos).

Dos estudantes das universidades públicas, 10% ingressaram por meio de sistema de reserva de vagas em 2009. De acordo com a pesquisa, 69% dos alunos utilizam como critério de seleção o fato de terem estudado em escola pública. Já 25% das reservas de vagas são preenchida s a partir de critérios etnorraciais.


As matrículas das universidades públicas caíram 2% de 2008 para 2009, passando de 1.552.953 para 1.523.864. Considerando as instituições públicas e particulares, o número de estudantes matriculados registrou aumento de 2,5% no período. Ao todo, no ano retrasado, o país tinha 5,9 milhões de estudantes no Ensino sSperior.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, a queda deve-se à mudança de metodologia do censo. “É preciso verificar universidade por universidade”, disse, de acordo com a Agência Brasil. “Detectamos várias universidades que informavam no censo alunos que tinham trancado matrícula ou já tinham deixado a instituição”, explicou.

As quedas mais fortes no número de matrículas das instituições públicas se deu nas universidades estaduais e municipais. O fechamento da Fundação Universidade do Tocantins, que pertencia à rede estadual e possuía 75 mil alunos, também impactou na conta, segundo o ministro.

Considerando as federais, houve aumento de 20% no total de matriculados, entre 2008 e 2009. Já nas instituições particulares, o aumento foi de 4%.

O Censo ainda mostra que o Brasil tinha 2.314 instituições de Ensino Superior, sendo que 89,4% são privadas e 10,6% públicas. Do total das instituições, 63,8% é de pequeno porte, com até mil alunos matriculados.

Extraído de Jornale - Curitiba

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cotas: uma nova consciência acadêmica

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Cotas: uma nova consciência acadêmica

José Jorge de Carvalho
*
...........................JC e-mail 3850, de 17 de Setembro de 2009

"A África do Sul, ainda nos dias do apartheid, já tinha mais professores universitários negros do que nós temos hoje"

Enquanto cresce o número de universidades que aprovam autonomamente as cotas, a reação a esse movimento de dimensão nacional pela inclusão de negros e indígenas vai se tornando cada vez mais ideológica, exasperada e descolada da realidade concreta do ensino superior brasileiro.

Em um artigo recente ("O dom de iludir", "Tendências/Debates", 9/9), Demétrio Magnoli citou fragmento de um parágrafo de conferência que proferi na Universidade Federal de Goiás em 2001. Mas ele suprimiu a frase seguinte às que citou - justamente o que daria sentido ao meu argumento, que, da forma como foi utilizado, pareceu absurdo.

Sua transcrição truncada fez desaparecer a crítica irônica que eu fazia ao tipo de ação afirmativa de uma faculdade do Estado de Maine, nos EUA. O tema da conferência era acusar a carência, naquele ano de 2001, de políticas de inclusão no ensino superior brasileiro, fossem de corte liberal ou socialista.

Magnoli ocultou dos leitores o que eu disse em seguida: "Quero contrastar isso com o que acontece no Brasil. Como estamos nós? A Universidade de Brasília tem 1.400 professores e apenas 14 são negros". É 1% de professores negros na UnB.

E quantos são os docentes negros da USP? Dados recentes indicam que, de 5.434 docentes, os negros não passam de 40. Pelo censo de identificação que fiz em 2005, a porcentagem média de docentes negros no conjunto das seis mais poderosas universidades públicas brasileiras (USP, Unicamp, UFRJ, UFRGS, UFMG, UnB) é 0,6%.

Essa porcentagem pode ser considerada insignificante do ponto de vista estatístico e não deverá mudar muito, pois é crônica e menor que a flutuação probabilística da composição racial dos que entram e saem no interior do contingente de 18 mil docentes dessas instituições.

Para contrastar, a África do Sul, ainda nos dias do apartheid, já tinha mais professores universitários negros do que nós temos hoje. Se não interviermos nos mecanismos de ingresso, nossas universidades mais importantes poderão atravessar todo o século 21 praticando um apartheid racial na docência praticamente irreversível.

É esta a questão central das cotas no ensino superior: a desigualdade racial existente na graduação, na pós-graduação, na docência e na pesquisa. Pensar na docência descortina um horizonte para a luta atual pelas cotas na graduação.

Enquanto lutamos para mudar essa realidade, um grupo de acadêmicos e jornalistas brancos, concentrado no eixo Rio-São Paulo, reage contra esse movimento apontando para cenários catastróficos, como se, por causa das cotas, as universidades brasileiras pudessem ser palco de genocídios como o do nazismo e o de Ruanda!

Como não podem negar a necessidade de alguma política de inclusão racial, passam a repetir tediosamente aquilo que todos sabem e do que ninguém discorda: não existem raças no sentido biológico do termo.

E, contrariando inclusive todos os dados oficiais sobre a desigualdade racial produzidos pelo IBGE e pelo Ipea, começam a negar a própria existência de racismo no Brasil.

Fugindo do debate substantivo, os anticotas optam pela desinformação e pelo negacionismo: raça não existe, logo, não há negros no Brasil; se existem por causa das cotas, não há como identificá-los; logo, não pode haver cotas.

Raças não existem, mas os negros existem, sofrem racismo e a maioria deles está excluída do ensino superior. Felizmente, a consciência de que é preciso incluir, ainda que emergencialmente, só vem crescendo, por isso, a presente década pode ser descrita como a década das cotas no ensino superior no Brasil. Começando com três universidades em 2002, em 2009 já são 94 universidades com ações afirmativas, em 68 das quais com recorte étnico-racial.

Vivemos um rico e criativo processo histórico, resultado de grande mobilização nacional de negros, indígenas e brancos, gerando juntos intensos debates, dentro e fora de universidades. Os modelos aprovados são inúmeros, cada um deles tentando refletir realidades regionais e dinâmicas específicas de cada universidade.

Essa nova consciência acadêmica refletiu positivamente no CNPq, que acaba de reservar 600 bolsas de iniciação científica para cotistas. Se o século 20 no Brasil foi o século da desigualdade racial, surge uma nova consciência de que o século 21 será o século da igualdade étnica e racial no ensino superior e na pesquisa.

* José Jorge de Carvalho é professor da UnB (Universidade de Brasília) e coordenador do INCT de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa.

Artigo publicado na "Folha de SP" 17/9/2009

Extraído de Jornal da Ciência

recebido de Jorge Luís Rodrigues dos Santos - j.rodriguesantos@gmail.com
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